Escreva para expressar, não para impressionar.

Dica 39: Entenda o que o leitor quer sentir ao ler suas histórias.

Por Diego Schutt em 18/10/2010 Tópicos: Dicas
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Mesmo sem perceber, escritores decidem escrever certos gêneros literários em função do seu interesse nos grandes temas que eles desejam explorar nos seus textos. Histórias de amor sempre exploram o tema “conexão”. Romances policiais sempre exploram o tema “justiça”. Histórias de horror sempre exploram o tema “segurança”.

Do ponto de vista do leitor, para além da temática do texto, a escolha do gênero também reflete a experiência de leitura que ele está buscando. Quem procura por comédias, quer relaxar e se divertir lendo sobre ideias e situações engraçadas. Quem procura por dramas, quer refletir e se emocionar com os conflitos dos personagens. Quem procura por suspense, quer tentar desvendar mistérios a partir das pistas deixadas ao longo do enredo. Quem procura por fantasia, quer explorar universos paralelos. E assim por diante. Por isso, é importante que você conheça as convenções dos gêneros que você escreve e tenha consciência das expectativas dos seu potenciais leitores.

Tudo o que você precisa saber para começar a escrever melhor

O que todas as histórias de um mesmo gênero têm em comum é a experiência de leitura que elas criam. Para inovar, você precisa conhecer as convenções do gênero que você está escrevendo e encontrar formas de reimaginar as cenas e momentos clássicos desse tipo de narrativa. Considere novas formas de organizar informações, de descrever detalhes sobre o universo de ficção e de usar o contexto de vida dos personagens para explorar o tema da história de um ângulo original.

Leia as dicas 1 à 50.

Leia as dicas 51 à 100.

Tudo o que você precisa saber para começar a escrever melhor

Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Japão. Há 10 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

Um escritor tem algo a dizer sobre este texto

  1. Rodolpho 18/04/2016

    Eu penso em escrever um texto que contenha uma grande quantidade de ação e violência que serão justificas no enredo mas que também são resultado de conflitos pessoais sofridos pelo protagonista. No caso eu acredito que gostaria de escrever algo que misturasse ação e drama, mostrando o sofrimento do protagonista ao longo de sua jornada, a mudança que ele sofrerá e a forma violenta como ele irá lidar com suas angústias e obstáculos, uma vez que ele escolhe a violência e brutalidade para fazer o bem e proteger aqueles o que lhe é querido. Só gostaria de saber se. É possível criar um texto em que eu consiga não fazer o leitor achar que está lendo uma história apenas de ação ou de drama? Quero que ele saiba que são ambos. Eu adoro o diretor Quentin Tarantino, então da pra ter uma noção de que tipo de história pretendo contar.

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