Aprenda a criar experiências com palavras

Estilo

Voz do escritor

Você não nasce com sua voz do escritor. Você a desenvolve e a refina cada vez que transforma seus pensamentos em palavras. Enquanto leitores, estamos sempre a procura de escritores com quem a gente se identifique. Uma relação entre autor e leitor somente se estabelece quando ambos tem algum interesse em comum. Textos são locais de encontro e relacionamento. Conheça algumas técnicas que ajudarão você a desenvolver sua voz de escritor.

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Mostrar e contar

Você pode escolher entre duas formas de descrever: contar o que está acontecendo ou mostrar o que está acontecendo. A diferença entre utilizar uma forma ou outra está no tipo de resposta que você deseja provocar no leitor. Contar apela para a razão. Mostrar apela para emoção. Contar comunica. Mostrar exemplifica. Contar é genérico. Mostrar é específico. Contar é levar um soco na barriga. Mostrar é sentir o punho enrijecido empurrando a feijoada de volta para a garganta. Entenda melhor a diferença entre essas duas formas de descrever.

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Transforme clichês em ideias originais

Nosso texto está no território dos clichês quando um personagem reage exatamente da forma como esperamos, ou quando o escritor descreve algum elemento do cenário exatamente como descreveríamos, ou quando um conflito se resolve precisamente como em outras narrativas que já lemos, ou quando um diálogo entre personagens é lógico e previsível, ou quando um texto explora apenas aspectos de um tema sobre os quais já pensamos a respeito. Para sair desse território, conheça treze técnicas para transformar clichês em ideias originais.

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A arte de escrever metáforas

Metáforas são uma forma de falar sobre uma coisa descrevendo outra coisa. Isso pode parecer redundante, mas não é. Vendo, ouvindo e degustando são as primeiras formas como tomamos contato com o mundo. O filósofo William James descreveu o mundo dos recém-nascidos como uma confusão barulhenta e intensa. Ideias abstratas não tem graça nenhuma para um bebê, se comparadas com abelhinhas e flores coloridas. Metáforas pensam com a imaginação e os sentidos.

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Subtexto e o significado da história

O uso de subtexto é provavelmente uma das marcas mais evidentes de um escritor maduro e habilidoso. Tal técnica tem o poder de transformar uma história clichê em uma história boa, ou mesmo transformar uma história boa em uma história excelente. Neste primeiro artigo da série “Subtexto: A arte de expressar o inconsciente dos personagens”, apresento como o uso desta técnica influencia o significado que o leitor dá para a história.

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Subtexto e diálogos

Para trabalhar no subtexto dos diálogos de uma história, você parte do seu conhecimento sobre as emoções e intenções dos personagens para escrever falas mais sutis e verossímeis, que simulam a forma indireta e comedida como o ser humano normalmente se comunica. Descubra como usar subtexto e intertexto para criar diálogos mais complexos e verossímeis através da análise de uma cena da série de tv “Fargo”.

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Subtexto e prosa

Para trabalhar no subtexto de uma história contada por um narrador, você precisa aprender a separar as informações que representam o resultado de um mergulho profundo na mente dos seus personagens – parte do seu processo de criação que não deve aparecer no texto – e que informações precisa compartilhar para criar uma experiência de leitura envolvente. Descubra como você pode escrever narrativas em prosa mais complexas e profundas através da análise do início do conto “Obscenidades para uma dona de casa”.

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Subtexto e ação

Atividade e ação são conceitos diferentes. Atividade seria o equivalente ao texto, ou seja, são as falas, pensamentos e comportamentos superficiais de um personagem. Ação é comparável ao subtexto, ou seja, o verdadeiro significado por trás de cada uma dessas falas, pensamentos e comportamentos. Descubra como usar uma técnica que permite a você dar mais dinamismo e substância a sua narrativa de ficção, fazendo com que certas atividades sejam catalisadoras de uma ação e certas ações sejam catalisadoras de atividades.

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