Escreva para expressar, não para impressionar.

Escritores precisam aprender a viajar entre estes dois mundos

Aqui está meu modelo do universo em poucas palavras.

O universo existe em pelo menos dois níveis (ele pode existir em um número infinito de níveis, mas certamente se manifesta em dois).

O primeiro é o mundo material, a esfera física e visível em que você e eu vivemos.

E há um segundo nível. Um nível mais alto. O segundo nível existe “acima” do primeiro, mas permeia o primeiro em todos os momentos e em todas as circunstâncias. Este segundo nível é o mundo invisível, o plano do que ainda não foi manifestado, o âmbito da potencialidade pura.

Neste nível reside o que será, mas ainda não é.

Há quem chame esse segundo nível de inconsciente, alma, eu, superconsciente.

O que exatamente um artista faz?

O escritor, o dançarino, o cineasta… em que consiste seu trabalho precisamente?

Eles viajam do primeiro nível para o segundo nível e vice-versa.

Apenas isso. Essa é a grande habilidade deles.

Twyla Tharp em seu estúdio de dança, Quentin Tarantino em seu teclado, Bob Dylan quando ele pega uma guitarra ou se senta em frente a um piano. Todos eles realizam esse ato simples, mas milagroso, mil, dez mil vezes por dia.

Eles entram no segundo nível e voltam para o primeiro nível com algo que nunca existiu na esfera física e visível antes.

Uma máquina não pode fazer isso. Um supercomputador com o sistema de inteligência artificial mais potente não pode fazer isso.

De tudo que existe no universo, apenas duas criaturas podem fazer isso.

Deuses.

E você e eu.

Steven Pressfield autorizou a publicação da tradução de Diego Schutt de um trecho do texto original em inglês. É proibida a reprodução desse artigo sem autorização por escrito.

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About the Author

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Steven Pressfield é autor de bestsellers de ficção e não-ficção, entre eles “The War of Art” e “The Legend of Bagger Vance”. Em seu livro mais recente, “The Authentic Swing”, ele compartilha em detalhes como conseguiu publicar sua primeira obra.

2 Comments

  1. Nayara 22/04/2018

    Oi Bom dia!Gosto de escrever meus pensamentos num diário, mas ultimamente minha mente anda viajando porque imagino que sou personagem e todas as pessoas ao meu redor também são, com isso comecei a escrever o que me vem nesse mundo imaginário, acho que isso é uma habilidade nova que eu desconhecia, estou aprendendo a me concentrar no que eu crio e o que é real.
    Pois pra mim essa descoberta é realmente novidade, gosto também de tocar violão e desenhar, ou seja, acredito que a minha criatividade está fervilhando.

  2. Adorei! Muito bom! Quero parabenizar o autor, também, minha querida amiga Ana Paula Chicarelli, por me convidar para participar de seu grupo fantástico “Nossas Histórias”. Confesso, não tenho muito tempo. Mas, sempre que roubo um tempinho passo por aqui para ganhar conhecimentos na literatura.

    Abraços;

    Zé Renato Rodrigues

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