Escreva para expressar, não para impressionar.

13 técnicas práticas para transformar clichês em ideias originais

Por Diego Schutt em 07/02/2018 Tópicos: Dicas, Escrever Ficção, Inspiração, Técnicas
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O maior clichê sobre clichês é que eles não são originais e, por isso, devem ser evitados a todo custo. É uma afirmação cheia de boas intenções – como é característico dos clichês – mas que deixa de fora um ponto muito importante: todo clichê já foi uma ideia original.

Que frase clichê lhe vem à mente agora? Eu pensei em “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. É uma frase considerada pouco original, um chavão, um clichê de primeira categoria. Mas repare como essa frase condensa a ideia de persistência em uma imagem clara, verdadeira, intrigante e – eu ousaria dizer – inspiradora. É incrível pensar que um elemento tão flexível como a água pode causar mudança em algo aparentemente tão inflexível quanto uma pedra.

Quem quer que tenha sido o criador dessa frase também fez questão de que as palavras rimassem. Sua intenção provavelmente foi nos ajudar a memorizar com mais facilidade esse ditado porque ele evoca valores importantes como paciência, coragem, confiança, insistência, constância e esforço. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” comunica tais valores de uma forma sucinta e elegante. Por esse motivo, a frase começou a ser repetida incessantemente e foi justamente esse uso excessivo que a transformou em um clichê.

Somente boas ideias se transformam em clichês pelo simples fato de que ideias ruins não são claras, verdadeiras, intrigantes ou inspiradoras e, por isso, ninguém se sente compelido a reutilizá-las.

Arrisco dizer que todo clichê esconde – em sua aparente falta de originalidade – uma ideia ou conhecimento considerado relevante por um grande número de pessoas.

Tudo isso também se aplica aos clichês que encontramos em histórias de ficção. Quando um escritor demonstra a raiva de uma personagem durante uma briga com o marido descrevendo como ela chuta incessantemente os móveis do quarto, ele está apresentando de uma forma clara e facilmente reconhecível o comportamento de alguém extremamente descontente com uma situação. Tal imagem talvez não incomode leitores que nunca viram a raiva de uma personagem representada desta forma. Entretanto, leitores que já tiveram contato com várias outras histórias que ilustram raiva exatamente desta forma provavelmente classificarão tal imagem como um clichê.

Mas perceba como não há nada de clichê na decisão do escritor de expressar raiva através dessa ação específica da personagem. O que faz leitores mais experientes revirarem os olhos diante desta cena é a repetição previsível dessa forma de expressar raiva no contexto de uma briga conjugal.

Imagine se o escritor mostrasse essa mesma personagem chutando incessantemente os móveis do seu quarto após ela ter sido pedida em casamento. Sua reação é exatamente a mesma da cena do primeiro exemplo. O que muda é o contexto que provocou tal reação. Como o comportamento da personagem é inesperado diante dessa nova situação, ele não nos parece mais tão clichê. Um clichê, neste caso, seria ela começar a chorar de emoção com o pedido de casamento, porque já testemunhamos essa reação incontáveis vezes na vida real e em outras histórias de ficção.

Nosso texto está no território dos clichês quando um personagem reage exatamente da forma como esperamos, ou quando o escritor descreve algum elemento do cenário exatamente como descreveríamos, ou quando um conflito se resolve precisamente como em outras narrativas que já lemos, ou quando um diálogo entre personagens é lógico e previsível, ou quando um texto explora apenas aspectos de um tema sobre os quais já pensamos a respeito.

Para sair desse território, considere os seguintes pontos:

1. Sempre há algo bom em um clichê.

Clichês incomodam tanto nós, escritores, porque aspiramos escrever narrativas originais. O leitor, entretanto, não está nem um pouco interessado na genialidade das nossas ideias, na precisão das nossas descrições e na sensibilidade como abordamos um tema. Essa preocupação é apenas nossa. Tudo que o leitor quer é uma experiência de leitura que recompense seu tempo. Por isso, dificilmente alguém vai abandonar sua história quando encontrar um clichê.

Na verdade, é impossível e artificial tentar escrever uma história sem clichês. Quando encontrá-los ao revisar e editar seu texto, procure entender porque essas frases foram usadas com tanta freqüência por outros escritores. Identifique a grande qualidade de cada clichê que você usou e pense em formas diferentes de expressar as mesmas ideias. Considere também em que momentos um clichê pode ser a melhor alternativa para você expressar um pensamento com objetividade e clareza, simplificar a explicação de um conceito complexo, ajudar o leitor a conectar uma ideia nova ou estranha a sua própria experiência, evocar uma imagem instantaneamente, ou despertar identificação com leitores que usam certas expressões e pensam de um certo jeito.

2. O que o contexto não mostra, o leitor não sente.

Muitas cenas consideradas clichês podem ganhar novos significados e surpreender quando apresentadas em um contexto diferente. Se a narrativa faz um bom trabalho criando um conjunto de circunstâncias específicas no início do texto para o leitor interpretar a história, você terá mais liberdade no resto da narrativa para focar nas ações e reações dos personagens. Dessa forma, ao invés de explicar a história, você pode se concentrar em dramatizá-la através do que acontece no enredo.

Uma história que começa descrevendo em detalhes a rotina do protagonista pode facilmente cair no clichê. As primeiras páginas do livro “A Handmaid’s Tale”, no entanto, descrevem detalhes da rotina da personagem-narradora, deixando claro que ela é uma espécie de prisioneira por motivos ainda obscuros no início da história e, por isso, lemos seu relato com interesse e atenção. A criação de um contexto atípico e peculiar foi o que transformou um potencial início clichê em uma narrativa intrigante.

3. Uma reação vale mais que mil palavras.

Dramatizar é ilustrar certas ideias ou emoções com comportamentos concretos. É demostrar externamente algo que um personagem está sentindo internamente. Essa habilidade faz parte do repertório técnico dos melhores escritores de histórias de ficção. Dramatizar algo que, se expresso em palavras, provavelmente soaria clichê é uma excelente forma de fugir do lugar comum.

No primeiro episódio da quarta temporada da série Breaking Bad, (spolier) ao demonstrar sua ira diante de algo que Walter White fez, Gus Fring não faz um discurso clichê demonstrando sua raiva e alertando Walter sobre possíveis consequências. Ao invés disso, em uma das cenas mais arrepiantes e tensas da série, o personagem expressa sua ira simplesmente através de seu comportamento frio e calculado: ele corta com um estilete a garganta de um dos seus homens de confiança.

4. O melodrama é inimigo da emoção. 

Melodrama é resultado da inclusão excessiva de descrições, falas, acontecimentos e comportamentos chocantes e grandiosos que tem como objetivo principal evocar emoções no leitor. Melodrama tecnicamente cria tensão e introduz conflito na história mas, ao mesmo tempo, como o nível de motivação dos personagens não aparenta estar alinhado com a intensidade de suas ações, isso elimina qualquer vestígio de autenticidade. Amantes declarando seu amor eterno em situações de perigo e casais brigando na chuva são exemplos de cenas que já foram exploradas à exaustão em histórias.

Se sua narrativa está recheada de melodrama, isso pode ser um sinal de que seus personagens não estão bem desenvolvidos. Lembrando que história é como o personagem principal se sente em relação ao que acontece no enredo, ou seja, não é sobre os acontecimentos externos, mas sobre o impacto de tais acontecimentos na vida do protagonista. A não ser que você tenha uma perspectiva nova, íntima, interessante e sensível a oferecer sobre situações clichês, evite escrever essas cenas.

5. A escrita é feita de escolhas.

Quando o problema são clichês na escolha de palavras, expressões ou frases, procure por formas mais específicas e concretas de expressar a mesma ideia. Lembre-se que suas palavras são os olhos, os ouvidos, o nariz, a boca e a pele do leitor. Escreva para os cinco sentidos, não incluindo detalhes para todos os sentidos em todas as suas descrições, mas selecionando apenas detalhes que possam enriquecer e clarificar o que você deseja expressar para o leitor em cada momento da história.

Ao invés de “Os médicos me tiraram da barriga da minha mãe e cortaram o cordão umbilical”, a escritora Maria Fernanda Elias Maglio descreve essa mesma sequência de ações desta forma: “Quando me arrancaram da carne morna da minha mãe, arrebentaram os fios que me atavam a ela.” Veja como essa frase expressa a mesma ideia, mas a escolha de palavras transforma a descrição em algo mais cru e visceral.

6. Sol e chuva, casamento de clichês.

Outro clichê clássico é começar uma narrativa descrevendo o tempo. Uma forma de transformar esse clichê em uma descrição que enriquece o texto é usar o tempo para introduzir outros ingredientes da história. Você pode, por exemplo, mostrar a reação de um personagem a uma tempestade, ou usar o tempo para introduzir um conflito físico, ou descrever o tempo para apresentar um cenário e criar uma certa atmosfera no texto.

A escritora Liz Jensen faz isso no início do seu livro “The Rapture”: “Naquele verão, no verão em que todas as regras começaram a mudar, junho pareceu durar mil anos. As temperaturas eram impiedosas: trinta e oito, trinta e nove, quarenta na sombra. Foi o tipo de calor que mata e enlouquece. Velhos desmaiavam, cães foram cozidos vivos dentro de carros, um fogo incessante queimava no peito dos amantes. O céu pressionava a cidade como uma tampa de forno, encolhendo o subsolo, quebrando o concreto, matando arbustos pelas raízes.” Perceba como a escritora usa a linguagem do tempo para descrever um cenário e criar uma atmosfera de inquietação no texto.

7. Ajoelhou, tem que ler mais.

Eis o clichê mais comum em sites sobre escrita criativa: ler é a melhor forma de melhorar suas habilidades de escritor. O objetivo da leitura criteriosa não é encontrar uma fórmula que garanta a escrita de uma boa história, mas sim o desenvolvimento do olhar crítico e estético, através da observação cuidadosa do papel de cada elemento da narrativa na construção da experiência de leitura. Além disso, a leitura é a única forma de você descobrir que metáforas, símiles, estereótipos, frases, conflitos, personagens, cenas, enredos e abordagens de temas são usadas à exaustão.

Como todo clichê, a recomendação da leitura como fonte de pesquisa e aprendizado é repetida tantas vezes porque é uma das lições mais essenciais que um aspirante a escritor precisa entender. Fundamentalmente, você precisa ler muito para observar outras formas de pensar e se expressar para, aos poucos, aprender a pensar e se expressar como você.

8. A vida é muito longa para ser um tema.

Resista a tentação de escrever sobre temas grandiosos. Ao tentar abranger assuntos tão complexos, é comum que se recorra ao uso de abstrações, explicações superficiais e senso comum – alguns dos ingredientes clássicos dos clichês. Concentre sua narrativa no subtópico de um tema. Foque em explorar uma ideia específica, ao invés de tentar compartilhar várias ideias genéricas. Ao invés de escrever sobre amor, escreva sobre as peculiaridades dos relacionamentos na terceira idade. Ao invés de escrever sobre família, escreva sobre a experiência de ser o filho mais novo em uma família com outras oito crianças.

A maior fonte de clichês é o desconhecimento do escritor sobre as especificidades do universo de ficção onde sua história se passa. Nas particularidades das vidas dos personagens – sobretudo do protagonista – estão escondidas milhões de possiblidade de temas originais que podem ser explorados na narrativa.

9. Devagar se vai longe dos clichês.

Na ansiedade de querer prender a atenção do leitor, muitos escritores iniciantes compactam uma grande quantidade de informações sobre sua história e seus personagens em alguns poucos parágrafos. Isso comumente resulta em personagens estereotipados e em uma narrativa abstrata, genérica e clichê porque o escritor não explora suas ideias em profundidade.

Experimente diminuir o ritmo do texto em momentos importantes para, assim, indicar ao leitor a relevância de certas informações e eventos. No livro “Dias Perfeitos”, Rafael Montes foca os primeiros parágrafos da narrativa em descrever a relação entre os personagens Téo e Gertrudes. O escritor escolheu diminuir o ritmo do texto para que possamos começar a olhar para o universo da história a partir da perspectiva do protagonista. Como resultado, o início do texto ganha força, foco e impacto.

10. A autenticidade é a última que morre. 

Escrever com sinceridade é a arma mais poderosa contra clichês. Isso significa ter a habilidade e a coragem para compartilhar suas emoções e pensamentos mais íntimos e refletir sobre eles na frente do leitor. É escolher algo sobre a vida que você acredita ser genuinamente verdade e mostrar para o leitor que ideias, experiências e informações ilustram sua conclusão. É escrever para expressar, não para impressionar.

Se reconhecemos o desejo e o esforço de um escritor de iluminar dentro de nós algo que ele iluminou dentro de si mesmo, a história deixa de ser apenas entretenimento e distração e passa a ser um diálogo com nossa alma. Quando você consegue envolver o leitor nesse nível, seus clichês se tornam praticamente invisíveis.

11. A narrativa é uma caixinha de surpresas.

A marca de um bom escritor é a sua capacidade de surpreender o leitor, não somente na inclusão de acontecimentos grandiosos e inesperados, mas principalmente na forma discreta e elegante como, linha a linha, ele descreve um universo de ficção a partir de sua forma particular de olhar para o mundo. Essa interpretação de diferentes aspectos da vida a partir de um olhar sensível e experiente é o que permite a criação de histórias que, apesar de descrever apenas o que acontece no microcosmos da vida de um personagem, representam o macrocosmos da experiência humana.

Nas melhores histórias, descobrimos algo novo em um contexto familiar ou repensamos algo familiar a partir de uma perspectiva nova. Esse equilíbrio delicado entre velho e novo, familiar e estranho, esperado e inesperado indica a maturidade e confiança de um escritor.

12. De trope em trope, a narrativa enche o papo.

Se você estudar a estrutura de histórias com grande popularidade, vai identificar a recorrência de certos padrões narrativos, ou seja, formas comumente usada para estruturar o enredo, criar um arco dramático para o protagonista, intensificar conflitos, abordar certos temas e fazer uso de certas simbologias. Tais padrões – também conhecidos como tropes – são usados repetidamente por escritores porque funcionam como atalhos para criar certas expectativas e provocar certas reações. O que nos permite classificar histórias em certos gêneros literários (romances policiais, thrillers, fantasias épicas, ficção científica etc) é, justamente, o uso de certos tropes. Mas tropes são diferentes de clichês porque um clichê repete uma ideia em forma e conteúdo, enquanto um trope repete a forma e inova no conteúdo ou inova na forma e repente o conteúdo.

É importante que você, como aspirante a escritor, reconheça a existência desses padrões para entender que, para ser criativo, você não precisa reinventar a roda. Muito pelo contrário. Um texto que tenta ser completamente original gera mais confusão e caos do que excitação. Uma pequena dose de novidade e estranhamento é geralmente suficiente para chamar atenção e despertar curiosidade para leitura. O que vai envolver o leitor no seu texto, no entanto, é a sofisticação e sutileza das estratégias que você decidir usar para descrever e conectar todos os ingredientes da história.

13. Tudo vale a pena se a motivação não é pequena.

Clichê é um pensamento emprestado, uma conclusão que não é sua, um atalho preguiçoso. Os piores clichês revelam que o escritor não refletiu muito sobre o que está escrevendo, deixam evidente que o escritor presumiu que o leitor não conhece um clichê em particular, e expõem a ignorância do escritor em acreditar que algo é absolutamente verdadeiro simplesmente porque é senso comum.

Clichês são escolhas previsíveis e fáceis que demonstram a ingenuidade, a falta de um repertório pessoal de referências e experiências, além da preguiça do escritor para buscar uma forma pessoal de expressar suas ideias. Releia e edite seu texto diversas vezes, substituindo clichês por aquele tipo de detalhe pequeno e preciso que – mesmo tendo uma carga de energia menor do que acontecimentos chocantes e eletrizantes – criam verossimilhança, dão vida para a história e fazem qualquer pessoa esquecer que está lendo tinta preta impressa em papel.

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Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Japão. Há 8 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

3 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Cristiane Vieira 13/02/2018

    Gostei das dicas.

    Dica 1: maravilhosa porque no começo de minhas investidas na literatura, eu usava muitos clichés. Foi com o tempo que apurei os sentidos. Uso um ou outro, mas por prazer do que necessidade.

    Dica 2: Eu confesso que li parcialmente o início e passei para a “ação” de O Conto da Aia. Quando a descrição é longa demais sobre lugares, estados emocionais e etc., quem lê se interessa a princípio pela descrição mas apenas prossegue porque existe a promessa de que, um hora, a descrição vai terminar.

    Dica 3: dramatizar é bom mas achei exagero o Gus matar o cara. Na verdade, foi cliché. Em geral, tem uma cena ou outra assim em filmes violentos. Mas concordo que é possível escrever uma dramática sem tanto “sangue” espalhado. Ou chutes em um móvel.

    Dica 4: Também ótima.

    Dica 5: Também muito boa, mas a frase da Maria Fernanda Elias Maglio eu achei um pouco melodramática, como se quisesse criar poesia em algo que não é lá muito melifluo.

    Dica 6: O trecho do livro da Liz Jensen parece a descrição de um dia comum no Rio no verão. Não sei se quem vive nos trópicos vai se arrepiar com um dia normal de verão aqui, em que tudo parecer estar a ponto de derreter por conta do calor.

    Dica 7: Sempre será uma ótima dica.

    Dica 8: Pegar um ponto específico sempre é melhor mesmo para criar mesmo.

    Dica 9: realmente quando comecei a escrever, eu inundava minhas história de clichés. Hoje, quando releio os textos sinto que ir devagar dá à narrativa a chance de respirar.

    Dica 10, Dica 11, Dica 12 e Dica 13: Também muito boas.

    Gostei dos conselhos e acredito que deixar fluir nossa maneira pessoal e original de escrever elimina a maioria dos clichés sem percebermos que o fazemos. Usamos clichés por medo de “errarmos”, mas jamais erramos quando colocamos autenticidade no texto.

  2. Clara L. 15/02/2018

    Sempre que termino o primeiro rascunho de uma história corro aqui para o Ficção em Tópicos antes de fazer meus ajustes, pois sei que vou encontrar excelentes sugestões para desenvolver o meu texto. Com essa postagem não foi diferente, as dicas são incrivelmente úteis e estão anotadas para em breve serem postas em prática. Muito obrigada!

  3. Nelson Ferreira 05/03/2018

    É incrível quão difícil é se livrar de clichês. Você toma todo o cuidado, escreve calmamente e “boom”, lá estão eles manchando seu texto. Lembro de pensar nas minhas primeiras investidas na escrita: “eu nunca vou cometer esses clichês que tanto vejo por aí”, mas foi só eu fazer a primeira revisão que vi um enxurrada deles: texto começando com descrição do tempo, personagem se autodescrevendo no espelho, discurso em leito de morte, Deus Ex machina… É um inferno!

    Agora eu já mudei de postura: sempre que fico tentado a usar um clichê, penso na reação mais absurda que um personagem poderia ter frente a um problema. Posso não usá-la, mas isso me faz acordar e pensar em alternativas mais interessantes para a narrativa.

    Ótimas dicas!

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