Aprenda a criar realidades com palavras

Como reacender o desejo de escrever uma história estagnada

Por Diego Schutt em 10/02/2015 Tópicos: escrever, inspiração, storytelling
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Depois de semanas ininterruptas me sentindo motivado e me divertindo com os personagens do livro que estou escrevendo, dou de cara com um muro de vidro. Enxergo a história que escrevi até este ponto. Ela está ali, do outro lado da transparência, esperando pela próxima linha. Mas não consigo ir em frente. Deixo para amanhã.

Ao retomar o texto no dia seguinte, encontro todos os personagens sentados próximos ao muro de vidro. Quando me veem, alguns levantam e perguntam “E aí? Vamos ou não vamos?”. Aponto para o obstáculo transparente entre nós e dou de ombros. Uns acendem cigarros. Outros se jogam no chão com as mãos sobre o rosto. Alguns socam o vidro enfurecidos. Fecho o processador de texto com pressa. Amanhã eu volto.

E amanhã vira depois de amanhã. E depois de amanhã vira depois de depois de amanhã. E depois de depois de amanhã vira depois de depois de depois de amanhã.

Meses depois, crio coragem e reabro o arquivo do livro. Os personagens estão imóveis no chão. Bato no muro de vidro com as costas da mão. Alguns deles mudam de posição. Outros não se mexem. Martelo o vidro com os braços. Nada. Empurro, coiceio, atiro livros na transparência. Alguns personagens abrem os olhos, me encaram por alguns segundos e viram para o outro lado. Fecho o editor de texto.

Na área de trabalho, um documento com os rascunhos de uma outra ideia me olha com lascívia. Meu ego enrijece. Me aproximo da tela e escuto os sussurros.

“Psiu. Oi. Vem aqui! Chega mais perto. Clica em mim, vai! Você sabe que quer, para que resistir?”

Eu clico e releio o que escrevi. O prazer é imediato. Os planos. As possibilidades. O potencial. A confiança típica das ideias novas. Para que perder tempo com uma história morna e entediante quando tenho a oportunidade de embarcar em uma aventura louca com uma ideia cheia de energia e amor para dar?

Relaxa Diego. Se permita. Para que sofrer? Então eu relaxo. E me permito. Não tem porque sofrer. Abandono a história velha e mergulho na ideia nova.

Depois de semanas ininterruptas me sentindo motivado e me divertindo com os personagens do novo livro em que estou trabalhando, dou de cara com um muro de vidro. Enxergo a história que escrevi até este ponto. Ela está ali, do outro lado da transparência, esperando pela próxima linha. Mas não consigo ir em frente. Deixo para amanhã.

Você sabe como a história continua.

Como sair desse ciclo vicioso? Como reacender o desejo por uma ideia estagnada? Como se reconectar com personagens que viraram estranhos? Como derrubar muros de vidro e, mais importante, entender por que eles aparecem?

Reabro o arquivo da história estagnada. Encaro o muro. Olho para a direita. Longe, quase a perder de vista, enxergo uma aglomeração de personagens. Olho para esquerda. Bem distante, vejo uma área onde a iluminação parece diferente.

Decido ir para a esquerda porque normalmente vou para direita. Caminho sem pressa. Aos poucos, descubro cantinhos do universo de ficção que nunca imaginei existirem. As motivações ocultas de alguns personagens. Pontos de vista diferentes sobre certos fatos. O contexto social que influenciou na criação do conflito da história.

Durante minha caminhada, repenso pequenos detalhes da narrativa. A mesma cena acontece em um cenário diferente. O protagonista revela um segredo. Um figurante ganha uma fala e muda o rumo do enredo. Uma descrição superficial ganha textura e profundidade. Um diálogo revela o lado vulnerável de um personagem.

Exploro essas novas possibilidades por horas. Encontro outros muros de vidro. Faço pausas, descanso, procuro por novos caminhos.

Aos poucos percebo que são os próprios personagens que colocam esses obstáculos entre nós. É a prova de que eles não são mais simples marcas pretas na tela. Eles agora são pessoas que, como eu, como você, tem medo de se mostrar vulneráveis, de se deixar conhecer profundamente, de compartilhar o lado sombrio das suas personalidades.

Eles erguem esses muros porque querem que nós, escritores, provemos que nosso interesse não é apenas usá-los para nos sentirmos criativos e recebermos aplausos de outras pessoas.

Eles querem se certificar que estamos genuinamente interessados em contar suas histórias, que vamos caminhar o quanto for preciso e por onde for necessário para entender suas versões dos acontecimentos.

Agora quando encontro um muro enquanto desbravo meus universos de ficção, não perco mais tempo tentando derrubá-los. Ao invés disso, simplesmente escolho uma nova direção para caminhar.

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E você? O que faz quando encontra muros de vidro nas suas histórias? Deixe um comentário.

 

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Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Japão. Há 7 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

34 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. JM Flores 11/02/2015

    Nossa, esse texto me ajudou pakas. Fui viajar por uma semana e com isso não escrevi na viagem, voltei para casa e não conseguia prosseguir com a história, agora consegui finalmente voltar a escrever.

  2. Acácio Souto 12/02/2015

    Nossa, esse simplesmente foi o melhor artigo do gênero que li.

  3. Rosângela Rodrigues 12/02/2015

    Exatamente o que acontece comigo! amei as novas possibilidades, amei o texto!!

  4. Marina Carla 14/02/2015

    Esse texto foi para mim! Estou no décimo capítulo de uma história que já se arrasta por dois anos de rascunhos, e estou parada desde outubro. Preciso dar um jeito nessa situação, quando abro o blog em que estou escrevendo parece até ouvir os personagens pedindo quando vou tomar vergonha na cara e dar-lhes um final decente. Adorei o artigo, e espero conseguir terminar minha história!
    Abraços.

  5. Sara 15/02/2015

    Adorei a imagem que esse muro de vidro e os pedidos dos personagens me fez criar na cabeça! Fizeram-me mesmo temer abandoná-los 😉

    Depois forneces essa achega de que os personagens têm medo de se mostrar vulneráveis e EIA! isso deu-me uma ideia!

    É, esse muro aparece muito quando estou quase no final de um manuscrito, mas ainda faltando um pedaço. O muro bate sempre na cara, quase partindo o nariz e, consequentemente, o coração da história.

  6. Alex 16/02/2015

    Simplesmente me deu uma injeção de ânimo pra continuar a escrever! A forma como você conseguiu transmitir a insatisfação dos personagens e a relação deles conosco, autores, me acertou em cheio. Obrigado!
    Ah e se eu puder dar uma sugestão sobre um tema, gostaria de ler sobre a criação das histórias de Rpgs de mesa e as aventuras solo (esta última é que venho tentando escrever a tempos). E de novo muito obrigado!

  7. Author
    Diego Schutt 18/02/2015

    Legal que o artigo deu uma injeção de ânimo em você Alex. Não conheço muito sobre criação de histórias de RPG. Dá uma pesquisada no google que tenho certeza que você encontra mais informações. Boa sorte e obrigado pelo comentário.

  8. Marcelão 19/02/2015

    Primeiramente gostaria de parabenizar pelo site, que eu ainda não conhecia. Digitei no google uma busca por “como continuar a minha história” e resutlado vai resultado vem, BINGO! O texto nos faz muito mais refletir sobre o que fazemos do que simplesmente dar respostas burocráticas de como se escrever. Excelente texto, tenho certeza que Homero e Luiz Fernando agradecerão também, afinal, minha história esta parada há quatro anos!

  9. Author
    Diego Schutt 19/02/2015

    Legal que o google mandou você na direção do Ficção em Tópicos Marcelão. Fico feliz que o texto tenha provocado uma reflexão sobre a forma como você escreve. Espero que ajude você, de alguma forma, a continuar a sua história. Obrigado pelo comentário e pela leitura.

  10. Guilherme 01/03/2015

    Nossa, é incrível mesmo a relação de autor-personagem que se estabelece a medida que se vai escrevendo uma história. Numa história mesmo que eu havia começado e da qual infelizmente perdi alguns documentos, porque eu o estava fazendo a parte, em vários arquivos diferentes com narrativas diferentes, mas que por fim dariam no mesmo desfecho, talvez para dar mais dinâmica ao enredo, inconscientemente(a coisa dos muros de vidro de novo). O fato é que percebi que quanto mais eu escrevia mais vinham obstáculos e eram esses obstáculos ou os citados “muros de vidro” que me faziam de certa forma dar mais ramos à história. Por outro lado eu percebi que toda vez que se levantasse um empecilho como esse e eu, na expectativa de dar um novo caminho ao desenrolar da trama, “olhasse para os lados” afim de encontrar as premissas necessárias ou mesmo características novas da personalidade dos personagens, eu entraria também num ciclo vicioso, positivo? talvez, mas eu acho que deveria ter as cartas na manga para garantir que mesmo sendo deixado levar por esses “cursos alternativos” eu teria algo para evitar incoerências e intempestividades no andamento das ideias. Como posso fazer para evitar um novo ciclo vicioso, há dicas para “além do muro de vidro”? E uma coisa, você recomenda a escrita paralela mas que dá confluência ao imbróglio(se é que posso usar este termo teatral)?

  11. Author
    Diego Schutt 03/03/2015

    Oi Guilherme. Na prática, o que faço é o que comentei no texto. Reescrevo cenas mudando o cenário. Invento segredos para personagens. Dou falas para figurantes. Procuro dar mais textura para certos parágrafos. Mudo o tema de um diálogo. O importante é seguir em frente, seguir escrevendo, seguir testando, até que as frases soem no lugar, até que você sinta aquele sorriso no peito que confirma que você está indo na direção certa. Sobre a forma de estruturar seu enredo, recomendo que você considere as exigências da história que você deseja contar. Ela só pode ser contada em episódios paralelos que, eventualmente, confluem em um ponto do texto? Ou essa é uma escolha sua? No segundo caso, porque você fez essa escolha? Que efeito quer criar no texto? Que reação espera provocar no leitor? Como a história seria diferente se estruturada de outra forma? Espero que as respostas para essas perguntas lhe deem pistas sobre que caminhos trilhar. Obrigado pelo comentário.

  12. Beatriz Helena 03/03/2015

    Nossa isso acontece muito comigo, já tive tantas ideias e não consigo terminar de escrever. A pouco tempo passei novamente por essa situação e fiz exatamente o que falou, criei novos rumos para a história, novos assuntos motivadores. Por isso me identifiquei muito lendo esse artigo. Agora sempre que travar na hora de escrever vou lembrar do que li aqui hoje 🙂

  13. Guilherme 03/03/2015

    Obrigado, precisava de uma motivação para escrever! Esse texto me ajudou muito e me fez perceber que não sou só eu que me sinto assim quando escrevo, mas quando eu costumava fazer isso dava certo, vou continuar nessa vibe. Vlws!!!

  14. Gean Riwster 17/03/2015

    E aew Diego, tudo bem?

    Faz tempo que não comento por aqui, embora tenha continuado lendo seus textos esporadicamente, pois, com a mesma frequência, estava escrevendo. Só que neste texto, particularmente, senti-me na obrigação de fazer um longo comentário ^_^

    A verdade é que nunca tinha visto um texto assim de sua parte. Para ser sincero, pensava coisas do tipo: “O Diego deve ser a determinação em pessoa. Começa e termina uma coisa SEMPRE”. Isto porque tinha uns textos que você explicava como vencer o “bloqueio criativo”, e imaginava que funcionavam de maneira irrestrita com você. Mas não exatamente comigo, já que não sou tão organizado.

    Isto de começar uma história e jogar fora a antiga é o que mais acontece comigo e com um monte de aspirantes a escritores que conheço. O começo sempre parece divertido, excitante, aberto a acontecimentos e fatos deslumbrantes. Se brincar imaginamos até o segundo livro sem nem chegar no segundo capítulo do primeiro. Eu percebi que uma hora ou outra desistiamos, começávamos outra e voltávamos a desistir, tornando-se um ciclo vicioso, como você comentou no texto. Parei de escrever completamente, até mesmo devido a faculdade de Direito.

    Esta nova perspectiva demonstrada no texto, de forma abstrata (o que achei “Uau”) é realmente inspiradora. Pensava que o meu desintesse era simplesmente porque eu estava começando a pensar demais no perfeccionismo ou algo do tipo, mas o que você disse sobre a profundidade pareceu ter mais sentido, quase como uma lâmpada acesa na completa escuridão. Sério mesmo.

    Me resta agradecer.

    Desejo tudo de bom, sempre 😉

    Gean Riwster

  15. Author
    Diego Schutt 24/03/2015

    Gean, bem-vindo de volta. 😉

    Nenhuma dica ou técnica que compartilhei no Ficção em Tópicos, inclusive as deste texto, se aplicam a todas as histórias. Algumas ideias tem vida curta e, por mais que a gente se esforce, não vamos conseguir desenvolvê-las. Outras ideias simplesmente exigem mais tempo para amadurecer. Nos resta apenas tentarmos investigar nossas ideias a fundo e acreditar que esse processo, ainda que não resulte em uma história, sempre vai nos enriquecer como escritores.

    Muito obrigado pelo comentário.

  16. Layon 27/03/2015

    Simplesmente PERFEITO! É exatamente o que acontece com todo mundo que escreve. Estava passando por isso e não sabia exatamente o que fazer, mas agora sei que rumo devo seguir. Parabéns Diego!

  17. Geraldo Nunes 21/04/2015

    Gostei muito do seu trabalho.
    Seus artigos são bastante inspiradores e reveladores.
    Sou soldado da PM de Minas e acabei de me formar em Direito.
    Tudo que faço, porém, faço como preparação para o meu verdadeiro
    e emocionante sonho: escrever lindas estórias. Aquelas que ao
    terminar, nós leitores, sentimos um grande prazer e emoção além
    de uma vontade de ser alguém melhor. Enfim, tenho certeza de que
    o senhor sabe do que estou falando.

    Já tentei escrever várias vezes, mas a “boca fala do que está cheio o coração” por analogia podemos dizer que “as mãos escrevem do que está cheio o coração” e não acho que meu coração esteja cheio do que eu desejo transmitir para meus futuros leitores nesse momento (isso é fé, rs).

    Com a graça de Deus vou começar meu oficialato (para ser tenente da PM) início do ano que vem (prometo vir aqui dizer que passei nesse concurso). Assim, irei permanecer 2 anos em Belo Horizonte, estudando e treinando em tempo integral, ao terminar, desejo fazer o curso que oferecem nesse site, pareceu ser ótimo. Além do mais, hoje mesmo começarei a por em prática o “calendário do escritor”.
    Enquanto não estiver “apto” para me dedicar exclusivamente a esse sonho vou escrevendo aos pouco e “absorvendo todo conhecimento de mundo que eu puder”.

    Parabéns pelo trabalho, passarei a acompanhar as novidades aqui. São muitas dicas interessantes e até óbvias que nem sempre as seguimos. Com a forma brilhante que o senhor tem de apresentar cada detalhe que é passado nos permite ver a importância dessas coisas “óbvias” que precisamos por em prática.

    Já indiquei seu site para um amigo que também é um leitor ávido (e consequentemente um aspirante a escritor) que já fez vários “textos”. Além de ter indicado para um grupo de familiares (só 4 mesmo)que também tem esse sonho.

    Parabéns e continue com o belo trabalho.

  18. Ricardo Falco 21/04/2015

    Muito bom o artigo!
    É impossível não se ver ali, contido nos dilemas narrados. A sugestão oferecida pelo autor é bem válida e mostra-se certeira.
    Outro caminho (de muitos) seria um melhor desenvolvimento do esqueleto da história, quando ainda em fase de criação. Quanto mais detalhado o ‘mapa’, mais fácil e rápido torna-se o caminho até o ‘tesouro’.
    Me interesso muito por este assunto e costumo também oferecer dicas para novos escritores em meu blog literário ‘produzindolivros.wordpress.com’.
    Parabéns pelo tópico e espero sua visita!
    Grande abraço,
    Paz e Bem!

  19. Lucas 29/05/2015

    Gostei da forma de como o título fez menção àqueles posts “Como reacender o desejo de seu casamento”, dando a entender que há uma relação entre o escritor e a história como em um casamento hehehe

  20. cristiane 07/06/2015

    Engraçado. Pensei que isso só acontecia comigo… legal saber que esse muro também aparece para outras pessoas. Seguinte: cheguei num ponto da história em que simplesmente não encontro por onde seguir. Já escrevi e apaguei vários caminhos e nenhum deles ainda me satisfez. Fiquei pensando que o problema era meu, que aquela história, na verdade, não existia, e que eu estava somente inventando ser escritora. Acho que é mais difícil quando acontece com o primeiro livro, afinal, ainda não somos escritores de fato.
    Meus parabéns pelo artigo. Com certeza você está ajudando a reacender milhares de histórias! Nossos personagens, cansados, exaustos, chateados, te agradecem! Já estou até enxergando meus personagens se levantando e batendo palmas para você! 🙂

  21. Helio Vinicius 12/06/2015

    Diego
    É a primeira vez que comento, acho que porque esse é o tópico que mais vai me ajudar, queria agradecer por todas as suas dicas, tive uma ideia que vou por no papel, tem como eu te mandar por email e VC avaliar?

    Nossa pensei que era só comigo, a minha primeira história eu escrevi 50 paginas, no caderno, não consigo fazer no word, estranho, não? Ai depois apareceu essa parede de vidro, agora acho que enxergando dessa forma, vou conseguir continuar.

    Suas dicas foram essenciais para mim.

  22. Aline 06/07/2015

    É exatamente o que acontece comigo. Minhas personagens me encaram, as vezes sinto que nem elas tem mais interesse em mim.
    Valeu pelo post. :3

  23. Aline Adriane de Souza Silva 24/07/2015

    Gente, é incrível como as coisas acontecem na hora exata. Estava aqui procurando artigos para melhorar minha escrita porque decidi depois de muita enrolação, colocar minha nova ideia em prática, ou melhor no papel! Estou com uma história parada, e adorei isso de “muro de vidro”, é bom quando a gente sabe que não é o único que passa por essas coisas, e depois desse texto, vou correndo procurar o rumo dos meus tão queridos personagens, que estão sentados do outro lado do meu muro de vidro! Quanto ao livro que vou começar, a ideia ainda está verde, surge um monte de ideias na minha cabeça, e eu tenho que decidir qual delas vou pegar, ou talvez eu experimente algumas e depois decido qual gosto mais. Amei o site, virando seguidora em 3,2,1… Achei um tesouro!!!

  24. Claudia Miqueloti 05/08/2015

    Quando vi a matéria logo me identifiquei. Estou com 3 histórias estagnadas. Sinto as personagens tentando conversar comigo, implorando uma continuação de suas histórias, mundos desejando ser criados e explorados, mas só vejo essa grande mancha transparente a minha frente.

    Acho que preciso de um tempo de reflexão. Muito trabalho, estresse na vida pessoal e ansiedade no lançamento de um novo livro fizeram com que relegasse os “outros” a segundo plano. Ficar dias ou até meses sem continuar uma história é razoável, mas anos? Tem algo errado. Pelo menos não quero desistir delas ou talvez sejam as histórias que não querem desistir de mim.
    Abraços,
    Cláudia Miqueloti.

  25. Rafael 20/08/2015

    Estou passando por isso com uma Funfic que estou TENTANDO escrever. Estagnei em um capítulo. Tenho ideias para mais adiante do livro mas, no ponto que estagnei não nasce uma linha, não brota uma vírgula.
    Comecei a criar alguns cronogramas da história com observações. Esse cronograma está desanuviando algumas possíveis sequências para a trama. Ainda não obtive sucesso mas têm me tirado aquela incômoda sensação de que “a fonte secou”.
    Abraços

  26. Matheus Oliveira 14/12/2015

    A minha estratégia é escrever, mesmo sem inspiração. Eu já tenho todo o enredo na cabeça então simplesmente me forço até minha caneta começar a se mover por conta própria.

  27. Mila 21/01/2016

    Show esse texto. Esse site é o melhor que encontrei até hoje para escritores iniciantes, como eu.
    Parabéns!

  28. Maria Helena Mota 17/02/2016

    Oi Diego. Como vai?

    Do outro lado do Atlântico – Portugal – para dar a minha opinião. Li todos os comentários e revi-me em todos eles. Em português se chama “ADIAR, ADIAR, ADIAR.” E, adiando, o tempo vai passando. E não há como recuperar.

    Como alguns comentaristas, começar até nem é muito difícil. O pior é quando a barreira de vidro se atravessa no nosso caminho. É o que acontece comigo. Começar várias histórias e por aí ficam a estagnar. Como continuar?

    Adorei o seu artigo e vou pôr as ideias em prática. Porém, a falta de tempo é o meu inimigo nº. 1. Uma mãe de família. Enfim.

    Obrigada por partilhar connosco as suas ideias sem nos pedir nada em troca. Isso é de LOUVAR.

    Desejo-lhe a continuação de uma ótima semana.

    Abraço.

  29. Patricia 29/04/2016

    Beleza. Quando o muro de vidro está atravessando a história no meio do caminho, é ruim, mas ainda as possibilidades estão no futuro.
    O que eu – ou nós – faço quando o muro de vidro se tornou uma caixa de vidro no meio da história já praticamente finalizada (com início, meio e fim), mas que há uma lacuna de ação importante a ser descrita, e que não se consegue descrever????
    Pois estou com esse problema, neste momento. A história está finalizada, pois pulei essa parte, sabendo tudo o que viria após ela. Mas ainda assim, um ano e meio depois, não consigo quebrar essa caixa de vidro!
    Se for sabotagem do personagem, vou mudar o final dele e torná-lo trágico, ah se vou!

  30. Evilázaro 10/06/2016

    Eu tenho duas histórias pra contar, tô escrevendo uma e tenho mais idéias vindo na minha mente. Eu sei q algum dia eu vou terminá las .. Kkkmeu problema é que eu tenho medo de perder uma boa ideia. Assim eu meio q abandono e não abandono pq eu sei q vou terminar pois confio na trama.. de qualquer forma o seu texto foi bem legal e me ajudou de mais.. imaginei meu personagem de barba encostado num poste sem o emprego dele kkkkkk hilário k

  31. Sara Baptista 15/06/2016

    Evilázaro, o ideal é apontar num bloco de notas todas as novas ideias, e avançar em frente sempre com uma só ideia até a terminar.
    Senão, como vai terminá-las de uma vez? Desconfio que você está sempre com novas ideias, já tem quantas? Umas duzentas para escrever? eheh 😀

  32. Alex Gabriel 06/11/2016

    Fantástico este texto, sobretudo no que tange às metáforas utilizadas, um paralelo com as relações afetivas/sexuais, para descrever o processo de escrita. O seu texto é um grande estímulo, Diego, e, em um mundo de tantos escritores cheios de soberba, o seu trabalho é como que uma “benção” para nós, que desejamos escrever, mas não temos quem nos tome pela mão e nos conduza pelos caminhos da escrita ficcional. Você é um grande tutor. Um abraço.

  33. Martelita 01/01/2017

    Caramba. Não tenho nem palavras. Cheguei a um ponto da narrativa em que eu tinha esquecido o que realmente importava na minha história. Eu simplesmente pensava o que seria mais criativo, ou o que as pessoas se surpreenderiam mais. Entrei numa dúvida supersônica sobre qual ponto de vista eu iria narrar a história e fiz disso meu grande obstáculo. Quando na verdade, estava faltando o principal combustível para quem escreve 9 na verdade para quem faz qualquer coisa:paixão. Paixão pela minha história,pelos meus personagens, pelo meu universo, meu mundinho particular. E eu só fui perceber isso agora. Quando eu li esse texto. Então, muito, muito obrigada.

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