Aprenda a criar realidades com palavras

A página é seu espelho. Ela reflete o que acontece dentro de você.

Por Diego Schutt em 27/11/2013 Tópicos: escrever, inspiração
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No livro Still Writing: The Pleasures and Perils of a Creative Lifea escritora Dani Shapiro compartilha sua visão e sabedoria sobre os desafios e as delícias da arte de escrever. Abaixo, algumas passagens para inspirar você.

A vida de escritor exige coragem, paciência, persistência, empatia, abertura, e a habilidade de lidar com rejeição. 

Ela exige disponibilidade de ficar sozinho consigo mesmo. De ser gentil consigo mesmo. De olhar para o mundo sem antolhos. De observar e não reagir ao que vê. Ser disciplinado e, ao mesmo tempo, se arriscar. Estar disposto a falhar – não apenas uma vez, mas de novo e de novo, durante uma vida inteira.

A página é seu espelho. Ela reflete o que acontece dentro de você. 

Você fica face a face com sua própria resistência, falta de foco, autocriticismo, e ego insaciável – e também com sua visão singular, seu instinto e sua coragem. Não importa o que você alcançou no dia anterior, você começa cada dia na base da montanha. […]

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Entretanto, a vida normalmente está exatamente lá, pronta para nos derrubar quando nos sentimos muito seguros de nós mesmos. Felizmente, se aprendemos as lições que anos de prática nos ensinaram, quando isso acontece, persistimos. Nós falhamos melhor. Sentamos, sacudimos a poeira e começamos novamente.

Por que escrever – para alguns de nós – é tão necessário quanto respirar? 

É nos milhares de dias tentando, falhando, sentando, pensando, resistindo, sonhando, fazendo, desfazendo que estamos mais envolvidos, alertas e vivos. O tempo voa. O corpo se torna irrelevante. Estamos mais próximos da nossa consciência do que nunca.

Isso começa na escuridão. Abaixo do chão congelado, enterrado nas profundezas do invisível, alguma coisa talvez esteja criando raízes. Fique lá, se você puder. Não resista. Não force, mas não fuja. Persista. Seja paciente. As recompensas não podem ser mensuradas. Não agora. Mas aconteça o que acontecer, qualquer escritor vai dizer para você: essa é a melhor parte.

Se eu descarto o ordinário – esperando por algo especial, extremo, extraordinário acontecer – eu talvez desperdice minha vida. […] 

Permitir-se passar uma tarde assistindo dançarinos ensaiar, ou sentar em um muro de pedras e olhar o por do sol, ou passar o fim de semana inteiro lendo histórias do Checkhov […] é a forma mais profunda de entrar em contato com sua criatividade.

O escritor e psicólogo inglês Adam Phillips apontou, “Quando estamos inspirados, muito parecido como quando estamos apaixonados, nos sentimos ao mesmo tempo ininteligíveis e autênticos.” Essa é a sensação que todos nós desejamos, uma espécie de sonho hiper-real.

Nós lemos Emily Dickinson. Assistimos aos dançarinos. Pesquisamos obsessivamente uma parte da história pouco conhecida. Nos apaixonamos. Não sabemos porque, mas ainda assim, esses momentos formam a fonte de onde todas as nossas palavras nascem.

Leia o texto completo (em inglês) no Brainpickings.

Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Hong Kong. Há 7 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

2 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Calebe Sagaz 27/11/2013

    No fundo, fazemos isso apenas por amor.

    Eu sempre fui de me esforçar ao máximo a ponto de deixar meu cérebro pesado, explodindo. Mas, no fim, esse era o prazer que queria sentir.

    Eu acredito que o importante (com base na escrita) seja dar o seu máximo, e escrever o que você deseja soltar para fora, não o que seria melhor para outros possíveis leitores.

    Faça isso por você.

  2. Larissa 12/12/2013

    Adorei o post. Para mim, e acredito que para qualquer escritor, escrever é uma necessidade como comer e respirar. Escrevo histórias desde quando aprendi a escrever e desde então não paro mais. É um trabalho árduo, mas recompensador e divertido (pelo menos para mim). E mesmo que eu nunca vá atrás de publicar e mesmo que nunca ninguém leia, mesmo assim, irei até o final com minhas histórias. Escrevo para me divertir e satisfazer. Ah, adoro as ilustrações que vêm com os posts, simples e criativas.

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