Aprenda a criar realidades com palavras

Como escrever um bestseller?

Por Diego Schutt em 08/08/2012 Tópicos: dicas
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Nelson de Oliveira propõe uma reflexão sobre o que é um livro bestseller e qual é o seu valor literário.

O escritor apresenta 7 tópicos que devem ser observados por escritores que desejam que suas obras sejam sucesso de vendas.

1. Atender às exigências do mercado e ter o propósito de vender muito.

2. Ter uma linguagem simples e acessível, que possa ser compreendida pelo maior número de pessoas.

3. Apresentar um enredo complexo ou complicado, cheio de reviravoltas e surpresas.

4. Revelar um mundo estranho e excêntrico.

5. Privilegiar os clichês e evitar os experimentalismos.

6. Desenvolver uma boa estratégia de marketing.

Assista ao vídeo abaixo para mais detalhes sobre cada item.

E você, considera que livros bestsellers tem algum valor literário?

 

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11 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Gean Riwster 12/08/2012

    Para vender e ganhar dinheiro, as dicas do moço aí são absurdamente verdadeiras, mas, infelizmente, não é a fórmula dos clássicos não…

    A primeira dica entra em contradição com uma frase da área de “inspiração” do ficção em tópicos se não me engano. Diz mais ou menos assim: “O mercado é voluvel, as idéias não”, uma coisa do gênero, mas lembro que a mensagem quis transmitir que não devemos preocupar com o mercado, mas com o que você quer dizer para o mundo. Sim, não é à toa que surgiu um monte de livros e filmes de vampiros ultimamente. Seguiram a dica do cara.

    A segunda, terceira e quarta achei bem interessante, porque eles dão sempre aquilo de imprevisibilidade no que vai ocorrer, onde os leitores não tem nenhuma base para tirar uma conclusão do que irá vir por seguir, como se, quando abrissem os livros com essas características, os leitores dissessem só isto: “Me surpreenda”. E já é ultrapassado esta de “linguagem complicada é mais bonita”, na verdade, é mais trabalhoso fazer poemas e histórias belas com palavras simples, que consigam alcançar a todos, do que usar uma linguagem complicada. Simplicidade precisa de prática e reflexão, complexidade precisa de um dicionário.

    A quinta, realmente, não compreendi, mas Diego, se tú entendeu mais ou menos, me explica cara.

    A sexta fica a mercê da editora. Autores iniciantes, que conseguiram vagas para várias editoras pequenas, geralmente pega a que promete um melhor marketing de imagem e divulgação, creio eu.

    Bem, boas dicas. É bom relembrar a incerta “Fórmula do sucesso comercial”.

    Gean Riwster

  2. Oi Gean

    Acredito que existem duas formas de encarar o primeiro ponto que você levantou:

    1. Se você começa investigando o mercado para, somente depois, decidir sobre o que vai escrever, você está priorizando encontrar uma forma de obter um retorno financeiro com seu livro. Nada de errado com isso.

    2. Se você começa investigando o que instiga você, temas que despertam sua curiosidade, um gênero que é sua paixão, você está priorizando seu impulso criativo. Se você deseja se tornar um escritor profissional, no entanto, você precisa avaliar se o seu interesse tem o potencial de lhe trazer um retorno financeiro.

    A qualidade final da história não está diretamente relacionada a essa escolha. Ainda que nosso instinto artístico deseje acreditar que não devemos ter compromisso nenhum com o mercado editorial, acredito ser possível encontrarmos um ponto central onde nossa expressão criativa se entrecruza com o que os leitores querem ler.

    A quinta dica ” Privilegiar os clichês e evitar os experimentalismos” se refere, no meu entender, à estrutura da história. O escritor sugere que se use estruturas clichês, já conhecidas pelos leitores (por exemplo, nada de tentar inovar contando a história de trás para frente, usar múltiplos narradores misturando primeira e segunda pessoa etc).

    Faz tempo que você não aparecia por aqui. Bem-vindo de volta e obrigado pela leitura. 😉
    sds
    Diego

  3. Manoel Amaral 08/09/2012

    Diego,

    Além disso tudo é preciso:
    7 – Ter sorte, por que sem ela meus filhos, tudo vai por água abaixo.
    8 – Ser ambicioso, vender não um best-seller, mas ser um long-seller.
    9 – Seria bom ter também outros livros, na mesma linha, já escritos,
    para continuar a série e vender milhões de livros no mundo inteiro…
    A última é por minha conta.

    Abraços
    Manoel

  4. Oi Manoel
    Obrigado por complementar a lista. 😉
    abs
    Diego

  5. Elias 23/10/2012

    Nelson, adorei os tópicos. Tenho feito uma pesquisa sobre literatura de massa e seu post sintetiza bem o que tenho lido. Parabéns! Se tiver mais dicas como essas, agradeço!

  6. Letícia de Fátima 10/11/2012

    Bom, eu não entendo muito de literatura e textos difíceis. Mas o que eu li percebi que o objetivo dessa postagem é como ser um best-seller e não apenas publicar um bom livro.

    E quem disse que best-sellers são todos bons ?

    Crepúsculo é um best-seller, muitos consideram uma droga, porém está na lista dos livros mais lidos do mundo. Mas a pergunta, por que um livro que muitos criticos com certeza pisaram em cima ou até mesmo atacaram fogo, ficou tão famoso e se tornou um best-seller ?
    Por tudo que essa postagem disse, e o principal: 5. Privilegiar os clichês e evitar os experimentalismos.

    Deu certo com Crepúsculo, deu certo com Harry Potter, deu certo com 50 tons de cinza.
    Pra escrever um best-seller não precisa muito, apenas saber qual público você irá atingir o alvo: Crepúsculo atingiu o alvo adolescente, Harry Potter crianças. Linguagem simples, com todos os clichês possíveis que as autoras conseguiram colocar nos livros. E deu certo, e vendeu muito.

    Sobre minha opinião, eu acho Harry Potter um lixo, totalmente ruim, já crepúsculo pra mim não fede e nem cheira, mas foi a sociedade que pegou implicância.
    Voltando ao assunto principal: para se escrever um best-seller não precisa muito, apenas crie algo que o público que você decidiu atingir quer e pronto.

  7. Diego Schutt 13/11/2012

    Oi Letícia

    Um bestseller não é sinônimo de um bom livro, mas um bom livro pode se tornar um bestseller, que nada mais é do que um campeão de vendas. Mesmo que os críticos pisem em cima de certos autores ou livros, isso não impede que certas obras caiam nas graças do público e virem sucesso.

    Mas não acredito que escrever um bestseller seja fácil e simples. Despertar a curiosidade de milhões de pessoas e, apesar da mídia negativa, seguir vendendo livros é uma tarefa difícil. A qualidade literária de muitas obras que são sucesso de venda é questionável, mas ainda assim, acredito que elas tem o mérito de ter motivado milhões de leitores a investir tempo e dinheiro em suas histórias.

    Criar um livro focado em um público é uma tarefa mais complicada do que parece. Não existe sucesso garantido. Para cada Harry Potter e Crepúsculo, existem milhares de outras histórias focadas no mercado infantil e adolescente que não saem do anonimato. Isso é prova de que, seja lá o que for, essas histórias tem algumas qualidades que são reconhecidas por leitores no mundo inteiro que outras não têm.

    Obrigado pela mensagem.
    sds
    Diego

  8. Juliana 07/01/2013

    Discordo totalmente com a Letícia. Harry Potter não é um lixo, e não foi escrito só para crianças! J. K. Rowling criou um mundo inteiramente novo, seres mitológicos, feitiços etc. E o que a Stephanie Meyer fez? Só fez um romance ridículo, que fica 90% do livro com coisas do tipo: “ah, Edward é um deus grego” “não vivo sem você” etc etc. Você leu estes livros mesmo antes de fazer suas críticas, ou só assistiu os filmes? Porque não me parece que você saiba muito sobre eles.

  9. Rogério 09/07/2013

    o ponto 6 é o mais importante de todos. Estratégia de marketing.

  10. jonas maracajá de morais 29/06/2015

    Olá, achei bastante interessante o tema. Concordo com o Diego, é muito complicado você escolher o público alvo antes de iniciar um livro. Na verdade, eu já escrevi dois, a idéia do livro, para mim, que sou apenas um aspirante a escritor, ela surge “do nada”, voce esquematiza, cria o núcleo da sua história alguns personagens, o protagonista e o antagonista, prioritariamente, e aí vai escrevendo. Acredito que para escritores que como eu não são conhecidos e ainda estão aprendendo com o ficção em tópicos, a principal dificuldade realmente é o markting, é conseguir que as pessoas leiam o seu livro, e façam sua críticas. No mais concordo com boa parte dos ítens. Mas confesso que meu sonho é escrever um bom livro, que seja um bestseller.
    Um abraço.

  11. Leonardo Torkar 11/08/2017

    Todos os “ingredientes” fazem sentido se formos analisar o conteúdo e a forma do que se costuma ver sendo best-seller, e muito embora sejam alteradas as tendências de época (pegue-se, por exemplo, a ascenção recente da moda dos vampiros na literatura dos mais-vendidos), aparenta ser constante e sólido o sucesso gritante de determinadas temáticas – no caso dos vampiros, do mundo incomum.

    É muito viável supor o porquê da posição de muitos acadêmicos de Letras ser negativa frente aos best-sellers (sendo muitas vezes esta posição agregada à associação desses livros com literatura ruim). Nota-se uma certa arrogância por grande parte deste grupo em relação ao nível de complexidade das obras. Por talvez sentirem-se intelectualmente superiores à maioria do público, descartam a importância de qualquer obra que caia às graças dele, pois a massa é ignorante, e se um livro é massificado, portanto é razo e ruim. Uma visão equivocada – temos, apenas por exemplo, Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez) como um dos livros mais vendidos na história e que aborda temáticas políticas relevantes e excelentemente inseridas (como o isolamento e desvalor da América Latina em relação ao Norte), bem como construções de elementos ficcionais que mostram-se geniais.

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