Dica 82: Entreter e inspirar são habilidades indispensáveis para todo escritor.

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Quando lemos, estamos buscando basicamente por informação (para pensar sobre um tema), educação (para aprender algo novo), entretenimento (para encontrar prazer) e inspiração (para estimular a mente). Histórias de ficção nos atraem e envolvem justamente porque podem nos oferecer tudo isso ao mesmo tempo.

Informação e educação estão presentes quase que inevitavelmente em toda história de ficção. Quando você escreve sobre um momento da vida de um personagem (por exemplo, menina fica grávida do namorado por acidente), está instigando o leitor a pensar sobre um tema (gravidez na adolescência). Ao mesmo tempo, o leitor está aprendendo sobre o assunto (talvez ele não conheça ninguém que tenha passado por isso ou, pelo menos, ele não conhece a visão única do escritor sobre o tema).

Entreter e inspirar, por outro lado, não são tarefas fáceis. Isso é o que diferencia os grandes escritores dos amadores.

Entreter é criar uma sensação de prazer intelectual. Para isso, você precisa criar uma história tão satisfatória que o leitor se sinta impelido a se envolver com seus personagens e descobrir seus destinos.

Inspirar é motivar com tanta força que, mesmo que momentaneamente, o leitor sinta-se impulsionado a querer tomar uma atitude.

São essas duas habilidades que você deve praticar incansavelmente para criar histórias de ficção irresistíveis.

2 Comments

  1. Gean Riwster
    10/05/2012

    kkkkk
    Ótimo, agora me diga O SEGREDO para conseguir este feito!

    “Pouparei você da história de como A Dança da Morte veio a ser escrito — a cadeia de pensamentos que produz um romance raramente interessa a alguém, exceto aos que aspiram ser romancistas. Eles tendem a crer que existe uma “fórmula secreta” para escrever um romance comercialmente bem-sucedido, mas ela não existe. Você tem uma ideia; em algum ponto outra ideia surge; você faz uma ligação, ou uma série delas, entre as ideias, uns poucos personagens (geralmente pouco mais que sombras no início) se sugerem; um possível final vem à mente do escritor (embora, quando o final chega, raramente é muito parecido com aquele que o escritor imaginou); e, a certa altura, o romancista senta-se com papel e caneta, uma máquina de escrever ou um processador de texto. Quando me perguntam “Como você escreve?”, invariavelmente respondo: “Uma palavra de cada vez”, e a resposta é invariavelmente descartada. Mas é realmente assim. Soa simples demais para ser verdade, mas pense na Grande Muralha da China: foi uma pedra de cada vez, cara. É isso aí. Uma pedra de cada vez. Mas já li que se pode ver aquela sacana do espaço sem auxílio de um telescópio.”

    A Dança da Morte, Stephen King

    Infelizmente “Saber não é poder” no meu caso. Acho que só com a prática mesmo para conseguir “O Segredo” inexistente, o imaculado (Bah! Nem tanto assim) feito de ser um escritor.

  2. Diego
    11/05/2012

    Se existe algum segredo, é a prática constante. Aliado a isso, acho importante você desenvolver a habilidade de ler seus textos como se eles tivessem sido escritos por outra pessoa. Aprenda a deixar seu ego de lado para julgar suas histórias pela capacidade de exprimir pensamentos e ideias com clareza, e não por quanto elas fazem você se sentir inteligente.

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