Aprenda a criar realidades com palavras

Como consegui escrever um livro em 4 semanas.

Por Diego Schutt em 01/12/2010 Tópicos: inspiração, técnicas
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Escrever um livro, independentemente de quanto tempo se tem disponível, é um grande desafio.

Para mim, o desafio é ainda maior. Sempre tive dificuldade para desenvolver minhas ideais em textos mais longos. Não é por acaso que contos, crônicas e ensaios são meus gêneros preferidos.

Quando descobri o NaNoWriMo (National Novel Writing Month), imediatamente reconheci uma oportunidade para sair da minha zona de conforto criativo.

O objetivo: escrever um livro com no mínimo 50 mil palavras durante o mês de novembro. O projeto convida escritores do mundo inteiro a participar de uma corrida contra o tempo para escrever uma história do início ao fim.

A qualidade final do texto não é relevante. O foco está em terminar a tarefa em no máximo 30 dias. É uma oportunidade para deixar o perfeccionismo de lado e exercitar disciplina, perseverança e automotivação.

Me inscrevi no site do projeto cerca de duas semanas antes do início do desafio. Foi um período bastante criativo. Inventei uma série de desculpas e justificativas para me convencer de que não era um bom momento para me comprometer com uma atividade que exigiria dedicação quase diária por um mês inteiro.

Eis as desculpas mais convincentes:

  • Estaria envolvido com o Reinvention Summit.
  • Tinha diversos textos para editar, revisar e publicar no Ficção em Tópicos.
  • Estaria viajando de férias por 3 semanas durante o mês de novembro.
  • O desafio acontece todo o ano e eu poderia participar no ano que vem.

Com muito esforço, passei por cima dessas e outras desculpas e me comprometi a pelo menos tentar. Escolher uma ideia central para desenvolver a história me deixou apreensivo. Essa decisão iria impactar meus esforços criativos nas próximas quatro semanas.

Trabalhei aspectos básicos da estrutura da história durante duas horas, no dia que antecedeu o início do desafio. Caracterizei os personagens principais, esquematizei um enredo e decidi qual seria minha cena de abertura. Esse exercício me deu confiança e entusiasmo para iniciar o desafio.

Confira no final do texto um mini diário sobre a experiência que escrevi ao final de cada dia.

Escrever foi a parte mais fácil do desafio. O difícil foi administrar a disciplina, a motivação e a autocrítica durante o processo. Focar na quantidade ao invés da qualidade é algo que eu nunca tinha experimentado, e é um desafio por si só para qualquer perfeccionista.

Periodicamente os organizadores do desafio enviaram emails com textos e vídeos oferecendo dicas e incentivando os participantes a não desistirem. Esse senso de comunidade foi importante para me manter motivado. Era um lembrete de que milhares de livros péssimos estavam sendo escritos ao mesmo tempo, e que o meu não era e não precisava ser uma exceção.

Obviamente, um livro escrito nessas condições precisa ser editado e revisado, um processo que pode levar mais tempo do que escrever a história propriamente dita. Escrever é, afinal, reescrever.

Mas a parte mais dolorosa de qualquer processo criativo é criar algo a partir do nada, é concretizar pensamentos que são apenas ideias abstratas na mente.

Uma vez que preenchemos páginas com palavras, o processo se torna visível, estruturado e organizado. E é justamente esse o foco do NaNoWriMo: ajudar escritores a produzir o primeiro rascunho de um livro. A partir dali, fica mais fácil enxergar o que não está bom, que aspectos da história precisam ser melhor trabalhados, que passagens precisam ser refinadas.

Um fato é inegável: independentemente da qualidade final do texto, eu escrevi um livro com 50.232 palavras em 4 semanas. Mas mais importante do que isso, durante o processo, finalmente aprendi a criar um espaço para meu escritor criativo fazer o seu trabalho sem a interferência do meu editor pragmático.

Se você consegue entender o valor desse processo e dessa separação, está no caminho certo para se tornar um escritor mais criativo e produtivo.

A Sara Farinha, leitora e membra da comunidade do Ficção em tópicos no Facebook, também aceitou o desafio. Confira como foi a experiência de escrever um livro em um mês para ela.

 

MINI DIÁRIO

Dia 1 – 2500 palavras em 90 minutos (60 min + 30 min)

As ideias fluíram com uma facilidade incrível. A qualidade do texto não ficou tão ruim quanto eu esperava. Tive que aprender a resistir a tentação de corrigir erros de digitação e reescrever frases mal estruturadas. Tenho a sensação de que não será difícil atingir as 50 mil palavras em 30 dias.

Dia 2 – 2765 palavras em 90 minutos (60 min + 30 min)

A primeira sessão de 60 minutos pareceu mais longa do que a do dia anterior. Leve vontade de parar de escrever antes do relógio despertar. A qualidade do texto decaiu, o que me desmotivou e me distraiu. Digitei mais devagar porque comecei a pensar mais antes de escrever. Pelo menos ultrapassei minha meta diária de palavras.

Dia 3 – 2803 palavras em 90 minutos (60 min + 30 min)

Dia produtivo. Experimentei escrever a noite ao invés de pela manhã e achei que as ideias fluíram melhor. Comecei a confundir um pouco a estrutura e o tempo narrativo. Vontade de reler o texto e começar a editar as partes mal escritas, mas resisti.

Dia 4 – 1941 palavras em 30 minutos

Algumas cenas e diálogos ficaram interessantes. Relendo trechos do livro, vejo que estou produzindo alguns parágrafos bem bons. Tenho uma ideia melhor de quem são os personagens e o processo está se tornando mais fácil.

Dia 5 – 2555 palavras em 90 minutos (60 min + 30 min)

Muitas interrupções durante essas sessões. Me deixei distrair por mensagens no celular e falso apetite. Diminuição bem considerável na rapidez de digitação. Comecei a me envolver mais com os personagens. Está se tornando difícil escrever evitando deixar a mente participar conscientemente do processo.

Dia 6 – Não escrevi.

Dia 7 – 3505 palavras em 90 minutos (45 min + 45 min)

O dia de folga parece ter me dado energia extra pra retomar a história. Minha produtividade deu um salto fantástico. Mas acho que a história está em um ponto muito avançado, próximo demais de um desfecho. Comecei a escrever passagens onde a protagonista divaga sobre diversos assuntos não relacionados ao tema.

Dia 8 – 1721 palavras em 60 minutos

As cenas começaram a ficar mais bizarras. Os diálogos estão se tornando repetitivos. Os personagens estão ficando confusos e não sabem como reagir diante dos últimos acontecimentos que escrevi. Não tenho a menor ideia de como continuar a história daqui para frente.

Dia 9 – 2288 palavras em 60 minutos

Menor índice de prazer ao escrever desde o início do desafio. Vontade de desistir ficando mais forte e as desculpas estão se tornando mais convincentes. Tentei escrever em uma velocidade proporcional ao meu desejo de atingir minha meta diária. Dificuldade extrema em me concentrar para escrever.

Dia 10 – 1788 palavras em 40 minutos

Hoje eu estava irritado. Sem paciência para escrever. Direcionei a história para um caminho diferente do que eu tinha em mente no dia anterior. Minha protagonista deve estar se perguntando que diabos ela está fazendo em um posto de gasolina esperando seu taxista comprar leite em pó.

Dia 11 – 2179 palavras em 60 minutos (30 min + 30 min)

Comecei empolgado e disposto. Coloquei minha protagonista no hospital hoje, só pra ver como ela iria reagir. Ela escorregou e bateu a cabeça no chão, mas já foi liberada e passa bem. Desejei secretamente que ela morresse porque já estou enjoado dos seus problemas.

Dia 12 – 2256 palavras em 60 minutos

O cronômetro marcou 60 minutos bem na hora que minha protagonista completava uma ordem de macumba pela internet. Reli o planejamento que fiz antes de iniciar o desafio e tive dificuldade em reconhecer a história que estou escrevendo nele. Ultrapassei a barreira das 25 mil palavras. E me desanima pensar que ainda tenho 25 mil pela frente.

Dia 13 – 2291 palavras em 60 minutos

Hoje tivemos uma revelação bombástica: a protagonista têm dupla personalidade e a segunda personalidade tomou conta dela, levando a história para algum lugar próximo do absurdo. Mudança completa de cenário. Tentativa desesperada de gerar novas ideias. Prazer em escrever: zero.

Dia 14 – Não escrevi.

Dia 15 – Não escrevi.

Dia 16 – Não escrevi.

Dia 17 – Não escrevi.

Dia 18 – 1434 palavras em 40 minutos

Com uma calculadora na mão, fiz as contas do quanto precisaria escrever por dia para terminar o livro. Ainda era possível. Tinha oficialmente me convencido a desistir durante os 4 dias em que não escrevi, mas mudei de ideia depois de fazer um último esforço e ultrapassar 30 mil palavras.

Dia 19 – 1779 palavras em 60 minutos

Ritmo de escrita caiu drasticamente. O planejamento que fiz antes de começar a escrever não foi suficiente para dar conta de uma história de 50 mil palavras. Iniciei uma história paralela usando um personagem secundário da história principal. Foi a única saída que encontrei para seguir escrevendo. Surgiram dúvidas se continuar o desafio ainda é válido.

Dia 20 – 1154 palavras em 20 minutos

Como estou viajando e estou de visita na casa de amigos, fica difícil arrumar tempo e um local adequado para escrever. Tentei me convencer de que já tinha extraído várias lições durante o desafio e que não precisava seguir em frente. Que o processo era mais importante do que a linha de chegada. Jogo uma moeda para cima: cara, desisto. Coroa, continuo.

Dia 21 – 2400 palavras em 55 minutos (30 min + 25 min)

Deu cara, mas ignorei o resultado. Passei a investir menos tempo elaborando desculpas e mais tempo escrevendo. Deixei os dedos livres para apertarem as teclas que bem entendessem. Tentei eliminar lógica do processo e voltei a escrever focado na quantidade de palavras.

Dia 22 – 3015 palavras em 80 minutos (60 min + 20 min)

Minha protagonista está no fundo do poço. Coloquei diversos personagens contra ela, fiz ela se demitir do seu ótimo emprego, se separar do marido e dispensar o amante. O final feliz que tinha planejado para ela durante a fase de preparação já não é mais possível.

Dia 23 – 1714 palavras em 45 minutos

Todos os personagens têm me irritado profundamente com seus diálogos sem fim sobre coisas desimportantes. Pelo menos já decidi o final da história. Vou colocar todo mundo em um avião e vou explodí-lo. E assim tudo ficará resolvido. Dia pouco produtivo e muito mal-humorado.

Dia 24 – 2368 palavras em 60 minutos

Depois de ultrapassar a barreira das 40 mil palavras, comecei a encaminhar um fechamento para a história. Minha protagonista se deu conta de que nem tudo está perdido. Coincidências inesperadas trouxeram novas perspectivas e, quem sabe até, ela poderá resolver alguns de seus conflitos.

Dia 25 – 2526 palavras em 60 minutos

Sensação de que os personagens estavam do meu lado me ditando o que escrever. Uma experiência quase mediúnica. Resolvi fazer as pazes com eles e me dedicar a dar um fechamento justo para suas histórias. Essa foi uma das sessões mais inspiradas.

Dia 26 – 2853 palavras em 60 minutos (30 min + 30 min)

Vi uma luz no fim do túnel. Vi o final se aproximando. A história se reestabeleceu e se reorganizou. Já consigo ver possíveis soluções para os conflitos até então insolúveis. Decidi que vou encerrar o desafio amanhã. Vou escrever até atingir a meta de 50 mil palavras.

Dia 27 – 2285 palavras em 50 minutos (25 min + 25 min)

Surpreendente como o final da história se desenvolveu tão naturalmente durante a última sessão. Ao ler trechos aleatórios do livro, reconheço que a qualidade do texto não é tão ruim quanto pensei que era durante as sessões. Feliz, realizado, aliviado, orgulhoso, confiante.

Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Hong Kong. Há 7 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

29 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Bruno Gandin 02/12/2010

    Putz Diego, nao acredito! hUAHUhauh…
    Confesso que fiquei meio surpreso, porque a motivação que você sentiu é bem parecida com a minha agora: Zero! Mas adorei o jeito que descreveu cada dia. Não me canso se dizer que adoro seu blog demais! Abraços

  2. Diego 02/12/2010

    Oi Bruno. Nos dias que eu não estava motivado para escrever a história propriamente dita, eu buscava motivação no quanto minha produtividade tinha aumentado em relação ao dia anterior. Foi uma experiência cansativa, mas que me deu muita satisfação ao final. Ainda não acredito que consegui escrever um livro nessas condições. Depois de completar o desafio, tenho me sentido mais focado, confiante e motivado para escrever. Obrigado pelas suas constantes visitas! abs

  3. Bruno Cobbi 22/01/2011

    O NaNo é um desafio e tanto. Obrigado pela visita e parabéns pela jornada! Agora é que começa a parte mais divertida (e complicada) do trabalho todo: reescrever para publicar!

  4. Keyla Couto 30/07/2012

    Oi Diego,

    Descrobri seu site a pouco tempo e estou fazendo dele meu manual diário de estudo e motivação para a realização de um sonho que é escrever um livro. Tenho uma idéia que acho interessante, mas não tenho dedicação e disciplina para finaliza-lo. Enfim me diverti bastante ao ler esse diário, não sei se essa foi a intenção mas curti bastante, vivi cada momento com você. E o melhor te tudo me fez pensar que estou no caminho certo para realizar me sonho.

    Abraços e por favor não pare de nos dar essas ótimas dicas, estou adorando isso aqui!

  5. Oi Keyla

    A ideia do site é essa mesmo. Fico feliz que os textos estejam te ajudando. Boa sorte e obrigado pela leitura. 🙂

  6. Gabriella 24/10/2012

    Olá! Só queria agradecer por todos estes textos. Há muito tempo que tento realizar um dos meus sonhos: escrever um livro. Tenho a certeza de que agora, graças a todas estas ajudas vou conseguir.
    Parabéns pelo site, está fantástico! (^_^)

  7. Oi Gabriella
    Obrigado por permitir que o Ficção em Tópicos participe na realização do seu sonho de escrever um livro. Espero que os artigos sigam ajudando você.
    Diego

  8. Nanda Messores 10/12/2012

    Ai! Adorei o seu mini diário! Parece ser um desafio bem interessante, principalmente levando em conta que nunca consegui terminar nenhuma das minhas histórias por serem grandes demais e eu acabar me desanimando com elas, achar a qualidade ruim e outras ideias melhores surgirem… Acho que participar de um projeto assim me ensinasse valiosas lições. Vou começar a praticar!
    Beijos

  9. Diego Schutt 11/12/2012

    Oi Nanda.

    O desafio é bacana demais. Um intensivo das dores e delícias de ser um escritor.

    Espero que as dicas do Ficção em Tópicos ajudem você a terminar suas histórias.

    sds
    Diego

  10. Daniel Rocha 05/01/2013

    Muito legal. Mesmo. O que me ajudou a terminar a primeira versão da minha novela (quase 3 anos atrás) foi descobrir esses caras. Mas tu escreveu o texto em português? Quando eu olhei os idiomas para escrever, só tinha (dos mais entendíveis para mim) inglês e espanhol.

    Parabéns por ter conseguido as 50.000 palavras em um mês. Depois de ler teu texto, me incentivei a quem sabe tentar um dia. Provavelmente não na casa onde moro (muitas interrupções, seria impossível), mas quem sabe um dia?

    Abraços

    PS – Adorei o diário…:)

  11. Diego Schutt 06/01/2013

    Oi Daniel

    Obrigado pelos links. 😉

    Sempre muito bom saber que os textos estão ajudando outros escritores.

    Eu escrevi em português. O idioma não importa, apenas o número de palavras. Ao final do desafio, você simplesmente copia e cola o seu texto em uma ferramenta disponível no site do NaNoWriMo que conta o número de palavras.

    Recomendo muito a participação no desafio. Você vai aprender muito sobre suas dificuldades e habilidades para escrever.

    abs
    Diego

  12. Ral Eph 06/01/2013

    Uma das melhores dicas do site. De longe. Muito boa, já até comecei a colocá-la em prática, pois está tudo certo em minha cabeça, só precisa/preciso/precisava pôr em papel. E estou pondo.
    Dia 1: 2883 palavras. (esqueci de calcular o tempo, na próxima sim.)
    Escrevo animado, apresentando parcialmente meus protagonistas. Sim, são três, o que torna ainda mais complicado a narrativa. Mas já defini que cada um terá seu capítulo.
    Agora, tenho uma boba dúvida. Hoje, essa noite, terminei na metade do terceiro cap., pois a inspiração e vontade travaram um pouco. Isto faz mal para o desenvolvimento da história? Não, não parei em um momento crucial, mas sim irrelevante.

  13. Diego Schutt 07/01/2013

    Oi Ral

    Que bacana que você aceitou o desafio de escrever um livro em um mês. Tenho certeza de que você vai aprender muito com essa experiência.

    Não se preocupe por ter parado de escrever na metade de um capítulo. Simplesmente retome sua historia do ponto onde parou na próxima sessão de escrita.

    Boa sorte.

    sds
    Diego

  14. Isabela 27/05/2013

    Olá, gostei muito do mini diário e me diverti muito quando você mencionava como lidava com os personagens e sobre seu estado de espírito na hora de escrever! Acho que escrever é assim mesmo, tem horas que não estamos estimulados ou as idéias não nos parecem tão interesantes, mas devemos persistir.
    Gosto muito deste site, ele me inspira muito . Nunca escrevi nenhum livro , mas sempre gostei de escrever e ultimamente tenho me dedicado um pouco mais a essa tarefa, mas muitas vezes sinto-me desanimada com o resultado do que escrevo e ao visitar o site do ficção em tópicos fico mais animada e com vontade de continuar praticando.
    Obrigada por partilhar todo esse interessante conteúdo !

  15. Emily Sá 03/08/2013

    Adorei!!! A parte do mini diário foi a melhor, muito engraçada. Os seus sentimentos pelos personagens foram muito divertidos, não só porque vc estava com raiva deles a ponto de querer matá-los, mas por vc transformá-los reais. É o que eu mais gosto em ler e escrever, vc passa a tratar os personagens como se fossem pessoas de carne e osso. É uma ótima forma de escrever, pelo menos eu acho, já que vc conversa com eles, eles te ajudam, te atrapalham…. Mas vc não se sente sozinho e o trabalho sai com mais facilidade e emoção….. Adoraria ler essa sua história do jeito que estava quando vc a escreveu…. 😉

  16. Daniel Rocha 06/08/2013

    Oi, Diego.

    Não lembro se já te perguntei isso, mas o que tu fez com esse livro depois, com o material produzido?

    Abraços, aqui de Porto Alegre, tchê! 🙂

  17. Diego Schutt 15/08/2013

    Oi Daniel

    Eu usei várias partes para escrever contos. Não tenho a pretensão de transformar essa história em livro. Foi mais um exercício para testar minha persistência e aprender a separar o processo de criação e edição. A edição desse ano do NaNoWriMo está chegando. Vai participar?

    abs
    Diego

  18. Diego Schutt 15/08/2013

    Oi Emily

    Legal que você gostou do mini diário. Escrever um livro em 30 dias foi uma experiência intensa e cheia de aprendizados. A edição de 2013 do NaNoWriMo começa em novembro. Se você tiver a oportunidade, participe. Mais informações aqui: http://nanowrimo.org

    Acredito que a história que escrevi tem mais valor pela disciplina que exigiu de mim durante aquele mês do que pelo resultado final. Quem sabe um dia eu tome coragem e disponibilize o texto completo aqui no Ficção em Tópicos. 😉

    Obrigado pela mensagem.
    sds
    Diego

  19. Daniel Rocha 16/08/2013

    Fala, Diego!

    Cara, não tinha pensado em participar, mas pensando bem, por que não? Estou meio que no vazio de ter terminado uma novela (entre primeira e segunda versão, foram uns seis anos…), e agora não sei bem o que escrever. Quem sabe não comece a pensar e pagar pra ver? Sei que o grande lance da Nanowrimo é ter o manuscrito finalizado, não no sentido de que a gente não possa (e deva) modificar depois, mas pelo menos no fim do processo o texto existe, é real, não é mesmo?

    Acho que vou reler teu relato e pensar no assunto..:)

    Abraços aqui dos pampas!

  20. Edgar 19/08/2013

    Cara, que coisa mais fantástica que você descreveu nesta trajetória, que ao meu ver, tem muito significado para quem escreve. Foi bastante real e motivador, ver você passar por todos os dias sugando cada letra, palavras e as idéias para realizar sua meta. Meus parabéns. Isso que nos move, obrigado por me motivar através do seu relato, pois me encontro no fundo do mar chamado BLOQUEIO…rs Acho que vou emergir.
    Abraços.

  21. Daniel Rocha 24/08/2013

    Oi, Diego.

    Depois de reler teu relato, pensei em participar do Nanowrimo (daqui a pouco mais de dois meses), depois pensei que não vou conseguir chegar nas 50.000 palavras, depois pensei que coisa pouca é melhor do que coisa nenhuma. Ainda estou pensando. Quem sabe?

    Mas como é a contagem diária de palavras? Tem um programa no site em que a gente descarrega as palavras e ele vai contando para nós, como funciona?

    E o que tu sugere? Ter uma linha, ou só os personagens, ir improvisando?

    Abraços

  22. Diego Schutt 05/09/2013

    Daniel, não pensa muito não. Simplesmente comece a escrever quando novembro chegar.

    Para a contagem de palavras, você copia e cola o que escreveu numa página do site oficial do NaNoWriMo. Mas não é preciso fazer contagem diária. Para receber o badge de vencedor, você precisa apenas colar as 50 mil palavras até a data limite do desafio.

    Para sua referência, você pode ir contanto quantas palavras já escreveu no seu editor de texto. A ferramenta de contar palavras geralmente está no menu Ferramentas > Contar Palavras.

    Eu sugiro que você planeje os elementos básicos da história antes de começar o desafio. Dá uma olhada nesse texto: http://ficcao.emtopicos.com/escrever/desenvolvendo-ideias/

    Espero que ajude.
    abs
    Diego

  23. KsLazurita 04/10/2013

    “Escrever é, afinal, reescrever.”
    sabias palavras

  24. Daniel Rocha 13/10/2013

    Oi, Diego.

    Só para constar: vou fazer o Nanowrimo este ano…:) Vim aqui procurar teu texto e vou mandar agora para alguns amigos que também toparam essa doideira.

    E tu, vai encarar de novo? (talvez eu escreva um diário de bordo também, inspirado neste teu. Valeu a dica!)

    Abraços

  25. Daniel Rocha 22/02/2015

    Oi, Diego.

    Só pra constar que comecei a escrever a história em novembro de 2013 no Nanowrimo e continuo escrevendo. Ela agora se chama “Piano Para Pequena Clara”, e está com quase 300 páginas (estou publicando os capítulos no meu blog, e republicando em minha página no facebook, um por dia).

    E tudo começou aqui, quando li teu post e tive coragem de encarar esse desafio.

    Abraços e obrigado!

  26. Author
    Diego Schutt 24/02/2015

    Daniel, se os artigos do site ajudaram você de alguma forma, missão cumprida. Criei o Ficção em Tópicos para escritores como você. Parabéns pela sua dedicação e muito obrigado por passar por aqui para compartilhar seu sucesso. Grande abraço!

  27. Guilherme Alves 25/10/2015

    Estou prestes a me inscrever no desafio e estou desesperado pensando em uma ideia que vou conseguir escrever até o final.

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