Aprenda a criar realidades com palavras

Como Sara Farinha conseguiu escrever um livro em um mês.

Por Diego Schutt em 01/12/2010 Tópicos: inspiração
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Ignorando desculpas e administrando minha ansiedade e perfeccionismo, consegui escrever um livro em apenas quatro semanas. Confira o mini diário que escrevi durante o processo e os aprendizados ao final da experiência.

Sara Farinha, leitora e membra da comunidade do Ficção em tópicos no Facebook, também aceitou o desafio do NaNoWriMo. Leia o relato de como foi a experiência de escrever um livro em um mês para ela.

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Escrever, sem parar, até atingir as 50 000 palavras! Parece assustador, e para mim foi assustador. A minha experiência de escrita resume-se a páginas e páginas de poesia, letras de músicas, e um romance que demorou um ano a escrever. Tudo isto devidamente arrumado na gaveta!

Por isso, quando pensei em inscrever-me no NaNoWriMo, duvidei se seria capaz, se conseguiria escrever uma história coerente em trinta dias e se via algum objectivo nisto. Mas também acreditei que tudo é possível, especialmente se houver força de vontade e dedicação.

Fiquei surpresa quando, percebi que havia mais pessoas a concorrer no Alasca do que em Portugal! Mas fui agradavelmente surpreendida quando percebi que, em Portugal são os mais novos que aderem a este tipo de desafios. Se não sou a mais velha a participar, não andarei longe…

Também foi interessante descobrir que o Inglês é realmente a nossa segunda língua. Descobri que há muitos participantes portugueses a escreverem as suas obras em Inglês! Eu ainda contemplei essa hipótese, mas resignei-me ao óbvio. Não iria conseguir garantir a cadência diária necessária para atingir as 50 mil palavras. Fica para o ano que vem!

Quando comecei a escrever, o que realmente me surpreendeu foi a facilidade com que a história fluía naquelas três a quatro horas, nos dias em que as tinha. Mesmo naqueles dias mais difíceis, em que o trabalho diário me corroía a paciência, ou quando os problemas familiares me batiam à porta, mesmo nesses dias eu conseguia sentar-me e escrever. Mesmo que fosse só por meia hora! Naquele momento não havia nada mais importante!

Confesso que muitas dessas páginas vão ficar à mercê da edição radical em Dezembro, mas mesmo assim é espantoso o que um bocadinho de pressão nos estimula. Acho que o meu pensamento mais recorrente foi “Isto não está bem. Não faz mal, depois mudo!” coisa que não conseguia fazer quando escrevi o meu primeiro livro. Editar era parte integrante de escrever. E só para concluir que será necessário editar novamente!

NaNoWriMo??? Aconselho, recomendo e publicito. Pode ser que no ano que vem consiga convencer alguns amigos a participar! Afinal de contas, isto tem tudo a ver a satisfação de não estarmos sozinhos, de ter um objectivo maior e de poder partilhá-lo com quem entende.

No site do NaNoWriMo anunciam: “Thirty days and nights of literary abandon!” – É totalmente verdade! Mas esqueceram-se de avisar que também são trinta dias com um só objectivo. Comer… não é importante. Ir à casa de banho… aguento mais uns minutos. Sair de casa nos fins de semana… prefiro ficar a escrever. Ligar a televisão… desliga essa coisa!

Mas confesso que senti saudades de ter tempo para ler um livro!

3 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Vera Severino 02/12/2010

    Well done:)

  2. Vera Severino 02/12/2010

    What can I say?? Not for a moment i stopped believing that you would achieve this objective.Congratulations and I hope that your enormous capacity for writing takes you very far. PS-> Never give up 🙂

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