Aprenda a criar realidades com palavras

Como eliminar a pressão para escrever histórias originais.

Por Diego Schutt em 11/07/2010 Tópicos: escrever, inspiração
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Neste vídeo do TED, Elizabeth Gilbert (autora do livro que virou filme Eat Pray LoveComer Rezar Amar em português) fala dos desafios do processo criativo tomando como ponto de partida as mudanças em sua carreira de escritora após o seu livro ter virado um bestseller mundial.

A autora propõem um resgate da visão sobre o processo de criação de séculos atrás, quando todo trabalho que envolvia criatividade era considerado um esforço colaborativo entre um artista e um deus ou gênio. Tal percepção libertava o criador das pressões por resultados e das expectativas dos outros em relação à sua produção, já que a criatividade teria uma fonte externa e misteriosa.

Uma fala inspiradora que incentiva todo aspirante a artista a continuar trabalhando com disciplina, mantendo sempre a esperança de que seu deus/gênio apareça e faça sua parte.

Qual é o seu processo de criação? Que influência as expectativas de outras pessoas têm nos seus textos?

Sobre o Autor

Diego SchuttLer todos os textos de Diego Schutt
Diego Schutt combina ideias de teoria literária, dramaturgia e psicologia social para ajudar escritores iniciantes e experientes a desenvolver textos com mais confiança, foco e impacto. Sua formação técnica em escrita criativa inclui cursos e oficinas no Brasil, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Hong Kong. Há 7 anos, ele escreve e edita o Ficção em Tópicos, o site mais completo sobre storytelling em Português.

3 escritores têm algo a dizer sobre este texto

  1. Emanuelle Najjar 25/07/2010

    Seria realmente bem mais fácil se ainda houvesse esse tipo de cultura.

    Francamente, quando falamos em escrita criativa em situações de lazer já nos olham como se fôssemos aliens. Falar nisso como profissão é pedir para ouvir sermões a respeito de futuro, dinheiro e processos de loucura. Inspiração é realmente loucura.

    A imagem moderna de seres criativos serem obrigatoriamente diferentes e atormentados com certeza nos dá uma responsabilidade muito maior e um fardo ainda mais pesado. Tudo isso por ser diferente do senso comum. Essa coisa do gênio, ou do lampejo divino é com certeza muito interessante.

  2. Diego 29/07/2010

    Mentes muito pragmáticas, como você colocou em um dos teus textos no Limão em Limonada, encaram qualquer tipo de expressão criativa como algo supérfluo. Somente aqueles que criam sabem da ansiedade e da pressão interna envolvidas na transformação de uma idéia em algo concreto. Tem gente de sobra para criticar e esculhambar por um simples motivo: destruir é mais fácil e mais rápido do que construir. Da próxima vez que te olharem esquisito ou te derem um sermão, manda teu gênio assombrar ele na calada da noite.

  3. ONAI ONAI 31/05/2016

    Belas palavras, muito interessante e motivador. Acredito que o processo criativo ocorra mesmo dessa forma, uma fusão entre o criador e a criatura. É necessário mesmo uma conexão para libertar a mente das amarras e assim liberar toda a genialidade do artista. Acredito que esse processo ocorra mais facilmente quando o artista está em contato com a natureza porém não quero dizer que ela não se realize em meio ao caos urbano. Só acho que seja mais difícil.

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